Quarta-feira, Setembro 29, 2004
Já era.....
| Quantas vezes,
Dizes esquecer Mas não podes esconder A dor do que é mentir Mentir sem saber Saber o que é sofrer Pela verdade escondida! Quantas vezes, Soletras amor Amor esse que destrói a minha alma Alma que sustenta a minha vida Vida que retém a dor Dor de não saber explicar o amor Esse amor que te ensinaram! Quantas vezes, Dou sem receber Recebo nada sem pedir E quando peço Mais um nada me aquece! Quantas vezes, Deste amor sem amar E amar sem amor não compensa Compensa ir ficando Ficar apenas só E desse amor nem lembrar! Quantas vezes, hesitei e fiquei aí Aí a teu lado deitada Sem coragem permaneci Senti-me morta Mas ressuscitei!!!! E hoje penso: Quantas vezes, Deveria ter partido Mas apenas partida fiquei... Persila P.S. - Escrevi este poema há uns dias, e na altura não dei valor ao que escrevi, hoje orgulho-me de cada palavra do poema, e não podia estar mais certa no que digo e no que sinto. Habituei-me a uma situação, como todo o ser humano se habitua, mas também sei sair dela de cabeça erguida e orgulhosa de mim! Parabéns Persila, levantas-te do chão, agora só tens de permanecer de pé e dar o teu melhor a quem te merece! |
Terça-feira, Setembro 21, 2004
Aquí te amo!!!
Aquí te amo. En los oscuros pinos se desenreda el viento.
Fosforece la luna sobre las aguas errantes.Andan días iguales persiguiéndose.
Se desciñe la niebla en danzantes figuras.Una gaivota de plata se descuelga del ocaso.
A veces uns vela. Altas, altas estrellas.O la cruz negra de un barco.Solo.
A veces amanezco, y hasta mi alma está húmeda.Suena, resuena el mar lejano.
Éste es un puerto.Aquí te amo.
(Pablo Neruda)
Persila em resposta a Jacinto
Fosforece la luna sobre las aguas errantes.Andan días iguales persiguiéndose.
Se desciñe la niebla en danzantes figuras.Una gaivota de plata se descuelga del ocaso.
A veces uns vela. Altas, altas estrellas.O la cruz negra de un barco.Solo.
A veces amanezco, y hasta mi alma está húmeda.Suena, resuena el mar lejano.
Éste es un puerto.Aquí te amo.
(Pablo Neruda)
Persila em resposta a Jacinto
Segunda-feira, Setembro 06, 2004
Dragostea Din Tei
Um verdadeiro achado, este! A música é tão má, tão má, tão má, que à décima vez que a ouvi já a dançava toda histérica. E cantava! E agora vejo que cantava muito bem. Sempre tive muito jeitinho para línguas...
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-haa
Ma-ia-ha ha
Alo, Salut, sunt eu, un haiduc,
Si te rog, iubirea mea, primeste fericirea
Alo, alo, sunt eu Picasso,
Ti-am dat beep, si sunt voinic,
Dar sa stii nu-ti cer nimic.
Vrei sa pleci dar nu ma nu ma iei,
Nu ma nu ma iei, nu ma nu ma nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Vrei sa pleci dar nu ma nu ma iei,
Nu ma nu ma iei, nu ma nu ma nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Te sun, sa-ti spun, ce simt acum,
Alo, iubirea mea, sunt eu, fericirea.
Alo, alo, sunt iarasi eu, Picasso,
Ti-am dat beep, si sunt voinic,
Dar sa stii nu-ti cer nimic.
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-haa
Ma-ia-ha ha
A tradução aparecerá em breve. Mas o que já consegui traduzir é muito bonito. Fala de...amor.
Neoblanca Din tei
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-haa
Ma-ia-ha ha
Alo, Salut, sunt eu, un haiduc,
Si te rog, iubirea mea, primeste fericirea
Alo, alo, sunt eu Picasso,
Ti-am dat beep, si sunt voinic,
Dar sa stii nu-ti cer nimic.
Vrei sa pleci dar nu ma nu ma iei,
Nu ma nu ma iei, nu ma nu ma nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Vrei sa pleci dar nu ma nu ma iei,
Nu ma nu ma iei, nu ma nu ma nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Te sun, sa-ti spun, ce simt acum,
Alo, iubirea mea, sunt eu, fericirea.
Alo, alo, sunt iarasi eu, Picasso,
Ti-am dat beep, si sunt voinic,
Dar sa stii nu-ti cer nimic.
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-haa
Ma-ia-ha ha
A tradução aparecerá em breve. Mas o que já consegui traduzir é muito bonito. Fala de...amor.
Neoblanca Din tei
É o post, é o post!
A Neoblanca? A Neoblanca escreveu mesmo? A Neoblanca...Neoblanca?
Sim, porra, calma na blogosfera! Voltei, sim. Voltei com o único assunto que me poderia fazer voltar. Esse mesmo! (Ai não sabem?) Feira da Luz, muito bem! Ai, ai, tanto para dizer sobre esta feira que se instala à minha porta todos os meses de setembro. Que inunda a minha bela entrada de pessoas feias, com filhos feios, com sacos feios, com... Bom, é melhos falar da feira em si.
Não são os churros que me irritam mais, nem as farturas, nem os altifalantes a gritar os preços dos estendais, nem as bonecas de porcelana que metem medo ao susto, nem, também em porcelana, os belos animais que se fazem em vários tamanhos e de várias raças - Dálmatas há aos montes - e que me fazem entender tão bem o significado da expressão "ódio de estimação", nem... meus senhores, não dá. Eu perco-me naquele antro. Fico desnorteada, com náuseas... Que exagero??? Eu tenho traumas, meus queridos leitores. Traumas de, no passado, ser obrigada a lá passar à saída do colégio e depois sonhar a noite toda com sapos que se tranformavam em cinzeiros. A sério, isto afecta uma criança! Sonhava também com panelas, alguidares, candeeiros e tapetes serial killers! É verdade, foi realmente muito traumatizante para mim ter de conviver um mês por ano, todos os anos, com esta feira. Mas ainda falta o pior trauma. Certo dia, a minha cadela que eu tanto estimava, apesar da sua esmerada educação, não resistiu aos cheiros gordurosos que chamavam o seu lado mais selvagem, e meteu-se lá dentro. Nunca mais voltou. Nunca mais! Sei bem, sim, sei bem, que foi roubada por um ciganão, já que era linda, tinha um porte atlético, caríssima.., enfim, só não incendiei aquela merda toda porque tive medo que estivesse retida como refém numa qualquer barraca.
Agora, já crescidinha, não sou obrigada a lá passar, por isso não olho, não cheiro....mas sinto-a. Sinto que está mesmo aqui ao lado, e sinto que os meus traumas podem vir ao de cima a qualquer momento. Faço tudo para não me lembrar da sua existência. Até espatifei o carro para ficar sem ele e não ter de me lembrar da porra da feira cada vez que ficava duas horas à procura de um lugar. Achei que o sacrifício valia a pena, mas - lá está, tudo o que tenha a ver com a feira tira-me a inteligência - agora ando de tranportes públicos que se tranformam em autênticas selvas. Muito gosta esta gente de comprar plantinhas "pá marquise"...
Neoblanca
Sim, porra, calma na blogosfera! Voltei, sim. Voltei com o único assunto que me poderia fazer voltar. Esse mesmo! (Ai não sabem?) Feira da Luz, muito bem! Ai, ai, tanto para dizer sobre esta feira que se instala à minha porta todos os meses de setembro. Que inunda a minha bela entrada de pessoas feias, com filhos feios, com sacos feios, com... Bom, é melhos falar da feira em si.
Não são os churros que me irritam mais, nem as farturas, nem os altifalantes a gritar os preços dos estendais, nem as bonecas de porcelana que metem medo ao susto, nem, também em porcelana, os belos animais que se fazem em vários tamanhos e de várias raças - Dálmatas há aos montes - e que me fazem entender tão bem o significado da expressão "ódio de estimação", nem... meus senhores, não dá. Eu perco-me naquele antro. Fico desnorteada, com náuseas... Que exagero??? Eu tenho traumas, meus queridos leitores. Traumas de, no passado, ser obrigada a lá passar à saída do colégio e depois sonhar a noite toda com sapos que se tranformavam em cinzeiros. A sério, isto afecta uma criança! Sonhava também com panelas, alguidares, candeeiros e tapetes serial killers! É verdade, foi realmente muito traumatizante para mim ter de conviver um mês por ano, todos os anos, com esta feira. Mas ainda falta o pior trauma. Certo dia, a minha cadela que eu tanto estimava, apesar da sua esmerada educação, não resistiu aos cheiros gordurosos que chamavam o seu lado mais selvagem, e meteu-se lá dentro. Nunca mais voltou. Nunca mais! Sei bem, sim, sei bem, que foi roubada por um ciganão, já que era linda, tinha um porte atlético, caríssima.., enfim, só não incendiei aquela merda toda porque tive medo que estivesse retida como refém numa qualquer barraca.
Agora, já crescidinha, não sou obrigada a lá passar, por isso não olho, não cheiro....mas sinto-a. Sinto que está mesmo aqui ao lado, e sinto que os meus traumas podem vir ao de cima a qualquer momento. Faço tudo para não me lembrar da sua existência. Até espatifei o carro para ficar sem ele e não ter de me lembrar da porra da feira cada vez que ficava duas horas à procura de um lugar. Achei que o sacrifício valia a pena, mas - lá está, tudo o que tenha a ver com a feira tira-me a inteligência - agora ando de tranportes públicos que se tranformam em autênticas selvas. Muito gosta esta gente de comprar plantinhas "pá marquise"...
Neoblanca
Quarta-feira, Setembro 01, 2004
Voltei, voltei
Rafa, como é habitualmente chamado, 25 anos, em entrevista:
- Rafa, pode dizer-nos por que razão decidiu ser "okupa"?
- Claro, é muito simples! Decidi ser "okupa" porque não queria ser um "rebelde sem casa".
Skipy
- Rafa, pode dizer-nos por que razão decidiu ser "okupa"?
- Claro, é muito simples! Decidi ser "okupa" porque não queria ser um "rebelde sem casa".
Skipy